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O escritório mudou. O que os coworkings têm a ver com isso?

O escritório mudou. O que os coworkings têm a ver com isso?

Entenda por que os coworkings estão crescendo e como as mudanças na forma de trabalhar têm levado profissionais e empresas a adotar o modelo.

Trabalhar de casa trouxe mais flexibilidade para a rotina de muita gente, mas também revelou alguns limites. Falta de um espaço adequado, distrações, isolamento e dificuldade para separar trabalho e vida pessoal passaram a fazer parte do dia a dia de muitos profissionais. Para as empresas, surgiu outra questão: se as equipes não precisam estar no escritório todos os dias, ainda faz sentido manter uma estrutura própria dimensionada para ocupação integral?

É nesse contexto que o coworking ganhou espaço no Brasil. O modelo oferece uma alternativa para quem precisa de estrutura profissional sem abrir mão da flexibilidade e também para empresas que querem acomodar suas equipes sem assumir todos os custos fixos de um escritório próprio.

Os números ajudam a mostrar o tamanho desse movimento. Em 2023, o mercado brasileiro de coworking chegou a cerca de 2.986 espaços, segundo o Censo Coworking by Woba. Já os dados referentes a 2024 apontam 3.886 espaços no país. Um crescimento de mais de 30% em um ano.

Mas o que explica esse crescimento? E por que o coworking passou a fazer sentido para públicos tão diferentes, de profissionais que trabalham remotamente a startups e PMEs?

Por que os coworkings estão crescendo no Brasil?

Durante a pandemia, milhões de profissionais descobriram que não precisavam estar diariamente no escritório para trabalhar. Passado aquele período, muitas empresas voltaram ao presencial, outras mantiveram o remoto e parte delas adotou modelos híbridos.

Essa diversidade também mudou o que se espera de um escritório. Se uma equipe não ocupa o mesmo espaço todos os dias, por exemplo, faz menos sentido manter mesas, salas e estruturas permanentemente disponíveis para todos.

Ao mesmo tempo, trabalhar em casa trouxe vantagens que continuam relevantes, como eliminar o deslocamento diário e ter maior flexibilidade. Mas também deixou mais evidentes algumas limitações do home office.

O crescimento dos coworkings acontece nesse contexto. Eles permitem usar uma estrutura profissional sem necessariamente assumir um imóvel próprio ou estar no mesmo endereço cinco dias por semana.

E o próprio uso desses espaços ajuda a mostrar essa mudança. Segundo o Censo Coworking 2025 da Woba, 60% das reservas de salas são destinadas a encontros de equipes.

O dado indica que parte da demanda por coworkings vem de empresas que não precisam manter toda a equipe reunida diariamente, mas ainda precisam de estrutura para reuniões, planejamentos e outros momentos presenciais.

Nesse modelo, o coworking pode complementar o trabalho remoto: a equipe trabalha de diferentes lugares na maior parte do tempo e utiliza um espaço profissional quando precisa se encontrar.

Quando trabalhar em casa começa a pesar

O home office pode funcionar muito bem quando existe espaço adequado, boa infraestrutura e uma rotina que favoreça a concentração. O problema é que nem toda casa foi planejada para virar local de trabalho.

A mesa de jantar pode se transformar em estação permanente. Uma reunião importante precisa disputar espaço com os ruídos da casa. O expediente termina, mas o computador continua a poucos metros de distância, o que pode dificultar a separação entre o horário de trabalho e o tempo de descanso.

Também existe a questão da convivência. Quem trabalha sozinho durante boa parte da semana pode passar dias tendo contato profissional apenas por chamadas e mensagens.

Nesse caso, usar um coworking em alguns dias da semana cria uma separação física entre casa e trabalho e amplia as oportunidades de interação presencial, sem exigir presença diária em um escritório.

A infraestrutura também pesa nessa decisão. No Censo Coworking by Woba 2024, 73,2% dos espaços pesquisados ofereciam cadeiras ergonômicas, enquanto salas de reunião estavam entre as estruturas mais presentes.

Para quem trabalha em casa com estrutura improvisada ou precisa receber clientes e fazer reuniões, essa diferença pode ser relevante.

Coworking também virou uma alternativa para empresas

Pensar em coworking apenas como uma mesa compartilhada para freelancers já não descreve todas as possibilidades do modelo.

Hoje, escritórios flexíveis também oferecem salas privativas, salas de reunião e estruturas que podem acomodar equipes. Isso muda a discussão principalmente para startups e pequenas e médias empresas.

Imagine uma empresa com cinco pessoas que pretende contratar outras três nos próximos meses. Em um escritório convencional, crescer pode exigir procurar outro imóvel, negociar um contrato, adaptar o espaço, comprar móveis e contratar diferentes serviços.

Em um espaço flexível, a empresa pode ajustar a estrutura contratada conforme a necessidade e as opções disponíveis.

Essa flexibilidade também vale na direção contrária. Se parte da equipe passa a trabalhar remotamente ou se a empresa precisa reduzir sua estrutura, ela não necessariamente fica presa a um escritório dimensionado para uma realidade que já mudou.

Foi justamente essa possibilidade que pesou na decisão da Sync Solutions, empresa de consultoria em gestão, ao levar sua operação para o Impact Hub Floripa. Com o crescimento do negócio, a empresa precisava aumentar a estrutura sem assumir um contrato tradicional de locação.

“Eu posso crescer ou diminuir o contrato em termos de posições de forma mais tranquila. Amanhã posso precisar reduzir custo, ou precisar de uma expansão, e isso é possível sem cancelar o contrato.”

Rogério Wendling, CEO da Sync Solutions

O escritório da Sync Solutions no espaço de coworking do Impact Hub Floripa ficou pronto e personalizado em sete dias, sem fiador e sem a burocracia de uma locação convencional.

Menos custos fixos e mais flexibilidade para crescer

O preço do aluguel é apenas uma parte do custo de manter um escritório.

Internet, mobiliário, limpeza, manutenção, recepção, condomínio e salas de reunião também entram na conta. Dependendo do imóvel, ainda existe um investimento inicial para adaptar o espaço antes que a equipe possa começar a trabalhar.

No coworking, vários desses itens podem estar incluídos na contratação. Isso permite concentrar diferentes despesas em um serviço e reduz a necessidade de investimento inicial em infraestrutura.

Para uma startup ou PME, a capacidade de mudar a estrutura conforme o negócio muda é uma vantagem.

Uma equipe pode começar usando posições compartilhadas, passar a frequentar o espaço mais vezes por semana ou migrar para um escritório privativo.

Assim, a decisão sobre o espaço físico não precisa antecipar exatamente qual será o tamanho da empresa daqui a dois ou três anos.

Coworking ou home office não precisa ser uma escolha definitiva

Escolher um coworking não significa necessariamente abandonar o trabalho em casa.

Uma pessoa pode trabalhar parte da semana em home office e usar o coworking nos dias em que quer ter mais contato com outros profissionais, fazer reuniões ou simplesmente sair da rotina de trabalhar sozinha em casa.

Uma equipe distribuída pode usar o espaço para se encontrar presencialmente algumas vezes por mês. Outra empresa pode manter um escritório privativo dentro do coworking para uso diário.

Por isso, uma pergunta mais útil do que “coworking ou home office?” pode ser: “qual espaço funciona melhor para cada necessidade?”.

O home office pode funcionar bem para atividades individuais e que exigem mais concentração. Já o coworking oferece estrutura para reuniões, encontros de equipe, atendimento a clientes e uma rotina com mais convivência profissional. Para empresas, ainda permite ter um endereço e uma estrutura física sem necessariamente assumir os custos e compromissos de um escritório convencional.

Como saber se um coworking faz sentido para você ou sua empresa?

Antes de comparar planos e preços, vale observar como o espaço de trabalho será utilizado.

Quantas vezes por semana você ou sua equipe precisam de um local fora de casa? Há reuniões presenciais frequentes? É necessário receber clientes? A equipe precisa trabalhar junta diariamente ou apenas em determinados momentos? Existe perspectiva de novas contratações? Quanto custa hoje manter a estrutura de trabalho, considerando todas as despesas envolvidas?

As respostas ajudam a definir se faz mais sentido contratar uma posição compartilhada, ter acesso frequente ao coworking ou contar com um escritório privativo.

No Impact Hub Floripa, essas diferentes necessidades podem ser atendidas com opções de coworking para rotinas e tamanhos de equipe distintos. Assim, o espaço pode acompanhar a forma como você trabalha hoje sem exigir que a estrutura permaneça igual quando a rotina ou o negócio mudar.

Quer saber qual é o plano de coworking ideal para a sua empresa? Responda este teste e descubra.

Encontre um espaço adequado à sua rotina de trabalho

O crescimento dos coworkings ajuda a mostrar que a discussão sobre onde trabalhar ficou menos binária. Casa, escritório próprio e espaço compartilhado podem fazer parte da mesma rotina, dependendo das necessidades de cada profissional ou empresa.

Para startups e PMEs, essa escolha também envolve uma decisão financeira e operacional: quanto da estrutura precisa permanecer fixa e quanto pode acompanhar o tamanho e a rotina da equipe.

Conheça as opções de coworking do Impact Hub Floripa e encontre a estrutura que faz sentido para o seu momento. Agende um day use gratuito.

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